domingo, 11 de novembro de 2018

Capítulo 1 - Sentindo sua falta

Notas iniciais:

Yoo, minna-san!! Eu decidi escrever essa fanfic de última hora em homenagem a uma leitora muito querida que faz aniversário dia 17/04!
Mayuri Furukawa, essa é pra você! Em agradecimento a todo o seu apoio e carinho com Dormindo com o Inimigo <3
Você me pediu um especial TokixToya, então espero que goste.

Feliz aniversário <3


Capítulo 1 - Sentindo sua falta

Hitori ja nai kara ne
Você não está mais sozinho


Bokura ga tsutsunde ageru
Nós vamos te envolver


Mamorasete
Me deixe protegê-lo


Ari no mama kimi wo…
Não importa aonde você esteja


Haato ni hibikasete
Deixe ecoar no seu coração


Kimi to iu na no onpu wo
Esta nota final com o seu nome


Sekai de ichiban no hanataba ni
No melhor buquê de flores do mundo


Chizu wa ashita wo sashiteru
O mapa aponta para o amanhã


Nanairo ni somete
Tingido pelas sete cores



Otoya olhou para sua xícara de café. Sua visão oscilou e por um instante o objeto ficou irreconhecível, só voltando ao seu formato real quando a lágrima que bloqueava sua visão caiu sobre a mesa. Ele virou a cabeça para a esquerda, onde havia uma janela pela qual ele podia visualizar a rua e seus transeuntes, mais à frente, era possível ver o mar. Do quarto andar, é claro que ninguém poderia vê-lo também.
Ele, o famoso e cobiçado cantor, conhecido por sua simpatia e por estar sempre sorridente, poderia ter comprado qualquer lugar que quisesse, mas preferiu aquele singelo e razoavelmente pequeno apartamento somente pela vista que poderia desfrutar da janela de seu quarto. Ele e seu namorado sempre sonharam em morar em um lugar com vista para o mar. O tamanho não importava, desde que estivessem juntos.
Agora ele finalmente encontrara o lugar ideal. Agora que não estavam mais juntos. O tão alegre e sorridente Otoya Ittoki não era mais tão alegre e sorridente. Seu mundo desmoronava aos poucos, a cada dia que passava, a cada manhã que acordava sozinho, a cada show que cantava solitário no palco.
E tudo aquilo era culpa dele mesmo.
As brigas constantes e o ciúme excessivo destruíram sua relação com o homem que tanto amou. Tokiya Ichinose, um antigo companheiro da banda Starish, e seu ex-namorado, era bonito e popular. As garotas se jogavam em seus braços aos montes, se oferecendo para ele sem pudor. No começo ele não ligava, mas o tempo foi passando, a banda ficou famosa e tudo saiu de seu controle. As brigas começaram e a cada vez ficavam piores. Mas então eles se reconciliavam em tórridas noites de amor e ele pensava que tudo ficaria bem novamente. Mas isso era só até o próximo evento, show ou o que quer que aparecesse em sua agenda. Começava tudo de novo, em um ciclo agoniante e sem fim.
Tokiya não entendia como ele se sentia. Ficava bravo com o ciúme sem sentido do namorado e novamente eles brigavam. Então Otoya ia embora. Ficava em um hotel qualquer por um tempo e seguia sua vida longe de Tokiya. Mas a saudade sempre o fazia voltar e quando menos esperava, já estava de volta, dividindo a cama com o homem que amava. E Tokiya sempre o aceitava de volta, disposto a acreditar que dessa vez seria diferente.
Que grande engano.
Nada mudava. Melhorava por algum tempo, mas então tudo desabava e suas vidas novamente viravam um inferno. Então Otoya cansou de ser incompreendido. Cansou de ser sempre o errado da relação. Cansou de sentir que sufocava Tokiya com seus sentimentos negativos. E principalmente, cansou de sua maldita baixa autoestima, responsável por suas crises de ciúme. Quando percebeu, havia saído da banda e abandonado Tokiya.
Para sempre.
Haviam se passado 3 anos. 3 anos de solidão, 3 anos de depressão cada vez mais profunda. Apesar de ser bem sucedido em sua carreira solo, haviam dias que eram difíceis de suportar. Como aquele, em que ouvir uma simples música no rádio elevava sua depressão ao auge.
Mas ela não era uma simples música, era a música que Tokiya cantara inúmeras vezes para ele. Me deixe protegê-lo, não importa aonde você esteja.
- Tokiya...
Ele soluçou. Seu peito quase explodia com a saudade esmagadora que ele sentia. De repente ele sentiu uma vontade imensa de voltar, rever Tokiya, abraçá-lo e beijá-lo. Mas então a verdade aterradora caiu sobre ele.
- Pra quê? Nada vai mudar. Nunca vai mudar!
Num súbito acesso de raiva, jogou a xícara longe, ouvindo-a se partir e derramar o conteúdo que se espalhou rápido pelo tapete.
oOo
Tokiya estava deitado no sofá. Em seu colo, haviam muitos papéis e anotações para as novas músicas do Starish. Olhava fixamente para o nada, pensando em coisas sem sequer se dar conta de que o fazia. Com “coisas”, é claro que eu quero dizer “Otoya”.
Ele tinha certeza de que, se estivesse ali, o ruivo estaria agora deitado sobre si, escutando-o cantar e sorrindo docemente para ele. Quase podia vê-lo ali, e, num ato automático, levou a mão para onde deveria estar sua cabeça. Subitamente, percebeu a idiotice que acabara de fazer, e tomado por um repentino sentimento de solidão, olhou ao seu redor, para a casa estranhamente vazia. Fazia 3 anos que ele tinha ido embora, mas ele se lembrava de sua presença ali como se fosse ontem.
Passou a mão pelo cabelo, bagunçando-o, e levantou-se. Precisava fazer alguma coisa para não enlouquecer, então resolveu que tomaria um bom banho.
Entrou debaixo do chuveiro e fechou os olhos, sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo. A água lavava as lágrimas que vieram sem avisar, tão espessas que Tokiya podia até mesmo distingui-las. Abraçou o próprio corpo, soluçando audivelmente enquanto a água quente levava sua dor embora. Queria Otoya ali, mas ao mesmo tempo não sabia dizer se o aceitaria se um dia ele voltasse.
Esse misto de sentimentos o esgotava. Estava cansado de se sentir sempre mal-humorado e sem paciência. Sabia que os amigos e colegas de banda nada tinham a ver com seu problema amoroso, mas eram eles que geralmente pagavam o pato.
Terminou o banho, se secou e se vestiu. Ao sair, seu coração veio à garganta. Otoya estava ali, sentado no sofá, como se nunca tivesse ido embora. Ao vê-lo, sorriu radiante, como costumava fazer sempre que o via. Tokiya congelou, não estava preparado emocionalmente para esse encontro tão repentino.
Quando o ruivo se levantou, ele não soube o que fazer. Deu um passo vacilante para trás. Então Otoya parou na sua frente, esticou a mão e tocou sua face.
- Tokiya, há quanto tempo.
Ao ouvir sua voz, lágrimas escorreram de seus olhos. Sua mão pousou sobre a de Otoya, como se fosse necessário senti-lo para saber que aquilo era real.
- O-Otoya...
O ruivo riu.
- Por que está chorando?
- Por que você acha?
Otoya abriu seu típico sorriso e abraçou-o. Tokiya o envolveu em seus braços, sentindo o cheiro do perfume que lhe dera.
- Tokiya, eu te amo.
Como ele sentia falta de ouvir essa frase. E só naquele momento ele percebeu isso. Afastou seu corpo, olhando profundamente o rosto de seu amado, e uniu seus lábios aos dele sem cerimônia. Otoya deixou que ele comandasse o ato. Limitou-se a segurar seus braços, sem dar espaço para a troca de carícias tão típica entre os dois.
O contato entre suas línguas provocou um choque no corpo dos dois. Era essa sensação que eles tanto sentiram falta, a sensação de estarem completos, de serem amados. Agora, estando juntos novamente, não podiam acreditar em como puderam ficar separados por tanto tempo. Estavam loucos, só podia!
Tokiya sentia o desejo correndo como fogo por suas veias, e sabia que não podia continuar naquele beijo suave por mais tempo. Segurou seu rosto, empurrando-o até encontrar algo sólido. Era a grande porta de vidro, que se encontrava fechada naquele momento. As mãos de Otoya largaram seus braços e passaram a correr por suas costas, acendendo mais ainda o corpo de Tokiya.
Eles se beijaram o quanto puderam aguentar segurar o fôlego. Mas uma hora ele acabou e tiveram que se separar. Tokiya enxugou os olhos e disse.
- Eu te amo mais que tudo nesse mundo. Por favor, diga que nunca mais vai embora.
O Ittoki desviou o olhar.
- Otoya! Não...! – Ele segurou o rosto do ruivo e forçou a encará-lo. Haviam lágrimas em seus olhos.
- Desculpe, Tokiya... Eu não posso voltar.
Se desvencilhou de seus braços e lhe deu as costas. Tokiya estendeu o braço para segurá-lo.
- Não!!!! – Gritou.
Ele estava sentado na cama, com o braço estendido para a frente. Seu rosto estava suado. Olhou para os lados, confuso, já era de manhã. Sua atenção parou no travesseiro vazio ao lado do seu.
- Droga, foi só mais um sonho.
Então ele olhou para baixo e percebeu que estava com a “barraca armada”. De novo.
- Ahh!! – Gemeu, frustrado, caindo de costas na cama. Aquilo acontecia toda vez que sonhava com o ruivo. Isso queria dizer quase todo dia.
Levantou-se, zangado. Recusava-se a se aliviar na mão novamente. Entrou no banheiro e ligou o chuveiro no frio. Quando entrou, soltou um palavrão, pois seu corpo estava ardendo de calor. Passados alguns minutos, percebeu que a água fria não resolveria seu problema, pois ainda estava duro como ferro.
- Droga! – Exclamou. – Não tem jeito.
Pegou em seu membro e bombeou suavemente. Fechou os olhos e aumentou o ritmo, se encostando na parede quando suas pernas vacilaram. A água já não parecia mais tão gelada.
Ele gemeu quando uma onda forte de prazer subiu por sua espinha, fazendo seu corpo se arrepiar. Continuou se masturbando rápido, do jeito que Otoya sempre fizera com ele.
- Otoya... – O nome saiu instintivamente de seus lábios. – Ahn...
Aumentou a carícia. Ele já não se dava mais conta de que era ele mesmo que fazia tal ato, pois de olhos fechados, sua mente lhe pregava uma grande peça, fazendo-o imaginar que Otoya estava ali, ajoelhado na sua frente.
Ele gemeu mais alto. Em sua mente, passavam flashbacks das várias vezes que eles transaram bem ali, debaixo do chuveiro. Ele se lembrava com detalhes do corpo perfeito do ruivo e sua pele branca. Uma pegada mais forte ou até um tapa sem força em sua bunda era suficiente para deixá-la vermelha instantaneamente. Ele se lembrava com perfeição de seus gemidos e de como ele gostava quando Tokiya puxava seus cabelos com força. Se lembrava de sua voz pedindo por mais. “Mais, Tokiya!”, “Mais forte!”, “Mais rápido!”. E se lembrava, principalmente, da sensação de estar dentro do ruivo, de transar com ele a noite toda e fazê-lo gozar inúmeras vezes.
Seu corpo precisava de alívio urgente. Apertou a mão em volta de seu membro e bombeou rápido. Imaginou a voz de Otoya sussurrando em seu ouvido.
- Goza, amor...
Então o orgasmo veio em jatos longos e fortes. Ele gemeu alto e longamente, continuando a masturbação até que a sensação do orgasmo passasse completamente. Então, sem forças, ele caiu sentado no chão, a respiração ofegante. Por um momento, sua mente ficou em branco, fazendo-o esquecer momentaneamente de sua dor.
Mas quando abriu os olhos, a verdade dolorosa o abateu. Ele estava sozinho novamente. Escondeu o rosto nas mãos e deixou a água levar o seu pranto.


Notas finais:

O link para a música Mirai Chizu:
https://www.youtube.com/watch?v=Mbdor6sQaUk. 
Eu não achei a música original no Youtube, mas achei essa que não está ruim XD
Espero que gostem!
Beijinhos da Hime <3

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