Yoo, minna-san!! Eu decidi escrever essa fanfic de última hora em homenagem a uma leitora muito querida que faz aniversário dia 17/04!
Mayuri Furukawa, essa é pra você! Em agradecimento a todo o seu apoio e carinho com Dormindo com o Inimigo <3
Você me pediu um especial TokixToya, então espero que goste.
Feliz aniversário <3
Capítulo 1 - Sentindo sua falta
Hitori ja nai kara ne
Você não está mais sozinho
Bokura ga tsutsunde ageru
Nós vamos te envolver
Nós vamos te envolver
Mamorasete
Me deixe protegê-lo
Me deixe protegê-lo
Ari no mama kimi wo…
Não importa aonde você esteja
Não importa aonde você esteja
Haato ni hibikasete
Deixe ecoar no seu coração
Deixe ecoar no seu coração
Kimi to iu na no onpu wo
Esta nota final com o seu nome
Esta nota final com o seu nome
Sekai de ichiban no hanataba ni
No melhor buquê de flores do mundo
No melhor buquê de flores do mundo
Chizu wa ashita wo sashiteru
O mapa aponta para o amanhã
O mapa aponta para o amanhã
Nanairo ni somete
Tingido pelas sete cores
Tingido pelas sete cores
Otoya olhou para sua xícara de
café. Sua visão oscilou e por um instante o objeto ficou irreconhecível, só
voltando ao seu formato real quando a lágrima que bloqueava sua visão caiu
sobre a mesa. Ele virou a cabeça para a esquerda, onde havia uma janela pela
qual ele podia visualizar a rua e seus transeuntes, mais à frente, era possível
ver o mar. Do quarto andar, é claro que ninguém poderia vê-lo também.
Ele, o famoso e cobiçado cantor,
conhecido por sua simpatia e por estar sempre sorridente, poderia ter comprado
qualquer lugar que quisesse, mas preferiu aquele singelo e razoavelmente
pequeno apartamento somente pela vista que poderia desfrutar da janela de seu
quarto. Ele e seu namorado sempre sonharam em morar em um lugar com vista para
o mar. O tamanho não importava, desde que estivessem juntos.
Agora ele finalmente encontrara o
lugar ideal. Agora que não estavam mais juntos. O tão alegre e sorridente Otoya
Ittoki não era mais tão alegre e sorridente. Seu mundo desmoronava aos poucos,
a cada dia que passava, a cada manhã que acordava sozinho, a cada show que
cantava solitário no palco.
E tudo aquilo era culpa dele
mesmo.
As brigas constantes e o ciúme
excessivo destruíram sua relação com o homem que tanto amou. Tokiya Ichinose,
um antigo companheiro da banda Starish, e seu ex-namorado, era bonito e
popular. As garotas se jogavam em seus braços aos montes, se oferecendo para
ele sem pudor. No começo ele não ligava, mas o tempo foi passando, a banda
ficou famosa e tudo saiu de seu controle. As brigas começaram e a cada vez
ficavam piores. Mas então eles se reconciliavam em tórridas noites de amor e
ele pensava que tudo ficaria bem novamente. Mas isso era só até o próximo
evento, show ou o que quer que aparecesse em sua agenda. Começava tudo de novo,
em um ciclo agoniante e sem fim.
Tokiya não entendia como ele se
sentia. Ficava bravo com o ciúme sem sentido do namorado e novamente eles
brigavam. Então Otoya ia embora. Ficava em um hotel qualquer por um tempo e
seguia sua vida longe de Tokiya. Mas a saudade sempre o fazia voltar e quando
menos esperava, já estava de volta, dividindo a cama com o homem que amava. E
Tokiya sempre o aceitava de volta, disposto a acreditar que dessa vez seria
diferente.
Que grande engano.
Nada mudava. Melhorava por algum
tempo, mas então tudo desabava e suas vidas novamente viravam um inferno. Então
Otoya cansou de ser incompreendido. Cansou de ser sempre o errado da relação.
Cansou de sentir que sufocava Tokiya com seus sentimentos negativos. E
principalmente, cansou de sua maldita baixa autoestima, responsável por suas
crises de ciúme. Quando percebeu, havia saído da banda e abandonado Tokiya.
Para sempre.
Haviam se passado 3 anos. 3 anos
de solidão, 3 anos de depressão cada vez mais profunda. Apesar de ser bem
sucedido em sua carreira solo, haviam dias que eram difíceis de suportar. Como
aquele, em que ouvir uma simples música no rádio elevava sua depressão ao auge.
Mas ela não era uma simples
música, era a música que Tokiya cantara inúmeras vezes para ele. Me
deixe protegê-lo, não importa aonde você esteja.
- Tokiya...
Ele soluçou. Seu peito quase
explodia com a saudade esmagadora que ele sentia. De repente ele sentiu uma
vontade imensa de voltar, rever Tokiya, abraçá-lo e beijá-lo. Mas então a
verdade aterradora caiu sobre ele.
- Pra quê? Nada vai mudar. Nunca
vai mudar!
Num súbito acesso de raiva, jogou
a xícara longe, ouvindo-a se partir e derramar o conteúdo que se espalhou
rápido pelo tapete.
oOo
Tokiya estava deitado no sofá. Em
seu colo, haviam muitos papéis e anotações para as novas músicas do Starish.
Olhava fixamente para o nada, pensando em coisas sem sequer se dar conta de que
o fazia. Com “coisas”, é claro que eu quero dizer “Otoya”.
Ele tinha certeza de que, se
estivesse ali, o ruivo estaria agora deitado sobre si, escutando-o cantar e
sorrindo docemente para ele. Quase podia vê-lo ali, e, num ato automático,
levou a mão para onde deveria estar sua cabeça. Subitamente, percebeu a
idiotice que acabara de fazer, e tomado por um repentino sentimento de solidão,
olhou ao seu redor, para a casa estranhamente vazia. Fazia 3 anos que ele tinha
ido embora, mas ele se lembrava de sua presença ali como se fosse ontem.
Passou a mão pelo cabelo,
bagunçando-o, e levantou-se. Precisava fazer alguma coisa para não enlouquecer,
então resolveu que tomaria um bom banho.
Entrou debaixo do chuveiro e
fechou os olhos, sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo. A água lavava
as lágrimas que vieram sem avisar, tão espessas que Tokiya podia até mesmo
distingui-las. Abraçou o próprio corpo, soluçando audivelmente enquanto a água
quente levava sua dor embora. Queria Otoya ali, mas ao mesmo tempo não sabia
dizer se o aceitaria se um dia ele voltasse.
Esse misto de sentimentos o
esgotava. Estava cansado de se sentir sempre mal-humorado e sem paciência.
Sabia que os amigos e colegas de banda nada tinham a ver com seu problema
amoroso, mas eram eles que geralmente pagavam o pato.
Terminou o banho, se secou e se
vestiu. Ao sair, seu coração veio à garganta. Otoya estava ali, sentado no
sofá, como se nunca tivesse ido embora. Ao vê-lo, sorriu radiante, como
costumava fazer sempre que o via. Tokiya congelou, não estava preparado
emocionalmente para esse encontro tão repentino.
Quando o ruivo se levantou, ele
não soube o que fazer. Deu um passo vacilante para trás. Então Otoya parou na
sua frente, esticou a mão e tocou sua face.
- Tokiya, há quanto tempo.
Ao ouvir sua voz, lágrimas
escorreram de seus olhos. Sua mão pousou sobre a de Otoya, como se fosse
necessário senti-lo para saber que aquilo era real.
- O-Otoya...
O ruivo riu.
- Por que está chorando?
- Por que você acha?
Otoya abriu seu típico sorriso e
abraçou-o. Tokiya o envolveu em seus braços, sentindo o cheiro do perfume que
lhe dera.
- Tokiya, eu te amo.
Como ele sentia falta de ouvir
essa frase. E só naquele momento ele percebeu isso. Afastou seu corpo, olhando
profundamente o rosto de seu amado, e uniu seus lábios aos dele sem cerimônia.
Otoya deixou que ele comandasse o ato. Limitou-se a segurar seus braços, sem
dar espaço para a troca de carícias tão típica entre os dois.
O contato entre suas línguas
provocou um choque no corpo dos dois. Era essa sensação que eles tanto sentiram
falta, a sensação de estarem completos, de serem amados. Agora, estando juntos
novamente, não podiam acreditar em como puderam ficar separados por tanto
tempo. Estavam loucos, só podia!
Tokiya sentia o desejo correndo
como fogo por suas veias, e sabia que não podia continuar naquele beijo suave
por mais tempo. Segurou seu rosto, empurrando-o até encontrar algo sólido. Era
a grande porta de vidro, que se encontrava fechada naquele momento. As mãos de
Otoya largaram seus braços e passaram a correr por suas costas, acendendo mais
ainda o corpo de Tokiya.
Eles se beijaram o quanto puderam
aguentar segurar o fôlego. Mas uma hora ele acabou e tiveram que se separar.
Tokiya enxugou os olhos e disse.
- Eu te amo mais que tudo nesse
mundo. Por favor, diga que nunca mais vai embora.
O Ittoki desviou o olhar.
- Otoya! Não...! – Ele segurou o
rosto do ruivo e forçou a encará-lo. Haviam lágrimas em seus olhos.
- Desculpe, Tokiya... Eu não
posso voltar.
Se desvencilhou de seus braços e
lhe deu as costas. Tokiya estendeu o braço para segurá-lo.
- Não!!!! – Gritou.
Ele estava sentado na cama, com o
braço estendido para a frente. Seu rosto estava suado. Olhou para os lados,
confuso, já era de manhã. Sua atenção parou no travesseiro vazio ao lado do
seu.
- Droga, foi só mais um sonho.
Então ele olhou para baixo e
percebeu que estava com a “barraca armada”. De novo.
- Ahh!! – Gemeu, frustrado,
caindo de costas na cama. Aquilo acontecia toda vez que sonhava com o ruivo.
Isso queria dizer quase todo dia.
Levantou-se, zangado. Recusava-se
a se aliviar na mão novamente. Entrou no banheiro e ligou o chuveiro no frio.
Quando entrou, soltou um palavrão, pois seu corpo estava ardendo de calor.
Passados alguns minutos, percebeu que a água fria não resolveria seu problema,
pois ainda estava duro como ferro.
- Droga! – Exclamou. – Não tem
jeito.
Pegou em seu membro e bombeou
suavemente. Fechou os olhos e aumentou o ritmo, se encostando na parede quando
suas pernas vacilaram. A água já não parecia mais tão gelada.
Ele gemeu quando uma onda forte
de prazer subiu por sua espinha, fazendo seu corpo se arrepiar. Continuou se
masturbando rápido, do jeito que Otoya sempre fizera com ele.
- Otoya... – O nome saiu instintivamente
de seus lábios. – Ahn...
Aumentou a carícia. Ele já não se
dava mais conta de que era ele mesmo que fazia tal ato, pois de olhos fechados,
sua mente lhe pregava uma grande peça, fazendo-o imaginar que Otoya estava ali,
ajoelhado na sua frente.
Ele gemeu mais alto. Em sua
mente, passavam flashbacks das várias vezes que eles transaram bem ali, debaixo
do chuveiro. Ele se lembrava com detalhes do corpo perfeito do ruivo e sua pele
branca. Uma pegada mais forte ou até um tapa sem força em sua bunda era
suficiente para deixá-la vermelha instantaneamente. Ele se lembrava com
perfeição de seus gemidos e de como ele gostava quando Tokiya puxava seus
cabelos com força. Se lembrava de sua voz pedindo por mais. “Mais, Tokiya!”,
“Mais forte!”, “Mais rápido!”. E se lembrava, principalmente, da sensação de
estar dentro do ruivo, de transar com ele a noite toda e fazê-lo gozar inúmeras
vezes.
Seu corpo precisava de alívio
urgente. Apertou a mão em volta de seu membro e bombeou rápido. Imaginou a voz
de Otoya sussurrando em seu ouvido.
- Goza, amor...
Então o orgasmo veio em jatos
longos e fortes. Ele gemeu alto e longamente, continuando a masturbação até que
a sensação do orgasmo passasse completamente. Então, sem forças, ele caiu
sentado no chão, a respiração ofegante. Por um momento, sua mente ficou em
branco, fazendo-o esquecer momentaneamente de sua dor.
Mas quando abriu os olhos, a
verdade dolorosa o abateu. Ele estava sozinho novamente. Escondeu o rosto nas
mãos e deixou a água levar o seu pranto.
Notas finais:
O link para a música Mirai Chizu:
https://www.youtube.com/watch?v=Mbdor6sQaUk.
Eu não achei a música original no Youtube, mas achei essa que não está ruim XD
Espero que gostem!
Beijinhos da Hime <3
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